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terça-feira, 2 de outubro de 2007

Finally!

Existe sempre uma primeira vez para tudo.
Quero dizer, não pra tudo, tudo, mas para todas as coisas factíveis e plausíveis em nossas vidas. Por factível, escolho a vida, pura e simplesmente. Contudo, "plausível" é um delimitador de fronteiras e despenhadeiros. É o que escolhemos. O que decidimos que pode tomar espaço em nossa vidas. Assim sendo, é factível que algum dia eu rode bolsinha na Augusta. Mas não é plausível. Todo o meu respeito à profissão mais antiga do mundo, mas não, muito obrigada.




Prefiro escrever.

É mais cômodo!

Paga menos, é verdade.

Mas é bem mais confortável.



Eu já fiz de tudo um pouco. Já dei aula de Física, já cantei em barzinhos, fui soprano (bolsista) do Coral do Estado de São Paulo, cantora lírica, nadadora de travessia, remadora federada, jogadora de rugby e profesora de inglês. Sou coordenadora pedagógica e teacher trainer. Factível e plausível. Check.




(esq: foto da reportagem da revista Elle em dez/98 "O clássico virou rebelde", sobre músicos clássicos que tinham um lado "radical"; dir: minha primeira medalha de ouro em um Paulista de remo, 1999)



Tive cabelos azuis, verdes, roxos, laranjas, encaracolados, moicanos e raspados. Pus piercings no rosto inteiro para ter que removê-los nos instantes que precederam o primeiro bater sério de cartão. Tenho tatuagens e as escondo. Ser o que gosto é factível. Mas o preconceito é também plausível. Check.


(abaixo: cabelos verdes jogados para frente em 1996; cabelos azuis na mesma situação.)




Assim, hoje meu deleite é expandir conscientemente as fronteiras do plausível usando a palavra, amálgama, ao meu bel prazer. Alguns amigos gostaram tanto, que sugeriram o nascimento deste blog. Colegas de profissão pediram meu parecer sobre os assuntos pertinentes à Educação. Um amigo muito próximo rotulou-me egoísta, quando soube que eu guardava tudo o que escrevia, sem mostrar a ninguém. Mamãe pediu a publicação (mas mães serão sempre mães...).



(Mamãe e eu,"Prochoroffs")

Então, queridos, aqui postarei, pouco a pouco, as minhas inferências sobre o mundo. Alerto, porém!! Mesmo assim terão que suportar meus arroubos de verborragia, ainda que sejam depois as palavras lapidadas no papel. Pois, afinal de contas, a palavra nasce solta, órfã, na mente. Sofre suas primeiras coerções ao ser proferida, adolescente. Mas é sob a pena, implacável, que se torna madura.


(Thanks adicional : Fernando, Marcos, Ulisses, Carlos e Patrícia, por urgirem minha atitude perante o vácuo editorial que assombra minha produção literária!)

7 comentários:

Fernando disse...

Chel, como diz o próprio começo: finally!
Bem... quase irmão gêmeo do meu mais novo filho da qual você fez parte! Heheheh!
Calma: a Rachel, não é a mãe do me filho!!!

C.Pires disse...

Conhecer o mundo, o universo mesmo, através dos olhos e dos corações das pessoas...
Será que estamos prontos para que o instrumento seja você?
Certamente a aventura vale a pena, e obrigado por nos levar contigo... por nos dar teus olhos e teu coração, verdadeiro Alef de Borges, a nos mostrar o que merece ser visto.

Jo disse...

Êêêêê!!!! \o/


E um livro à espreita... ;)

Patrícia disse...

Puxa que ótimo isso !!
Adoro ler você.. rss
E meu nome está lá !!! Eu vi ! Eu vi !!!
rss
Te adoro !
Bjaoo

Punkperfume disse...

tá no sangue a maldição... rs

http://punkperfume.blogspot.com/

Tata disse...

O que dizer: AMEI!! Sempre amei as pessoas que têm o dom da escrita, e vc é uma delas. Menina, vc é mil e uma utilidades mesmo, hã! Parabéns e seus amigos estão certíssimos e dizer que vc deveria mostrar ao mundo os seus escritos, e já começou arrasando com uma "autobiografia". Beijos e virei sempre visitar.

Marcos Guimarães disse...

mm.br...rs. Mandou bem. Quer um conselho? Aí vai:

"Para o alto e avante !" ou melhor... Para o auto e avante" hahaha escolha ou pegue os dois...hahahaha...rs

mais umaa vez: mandou beníssimo. O escrito sobre o Charlie Brown Jr. tá muito bom. Vc aproveitou a má deixa deles para falar sobre comunicação e criticar a má utilização da linguagem. Não só uma má utilização, mas a não capacidade de utilizar a linguagem como meio de expressão... o que fica é a afirmação dos Raimundos: "LIBERDADE DE EXPRESSÃO ! DEIXA EU FALAR FILHA DA PUTA ! EXPRESSÃO!" - e a pergunta: falar !? Pra quê? ...rs

See u kangoroo !

Marcos Guimarães