(x / 1992)
Folhas, folhas, folhas
de Tempo, de Vida, de Luz,
pousem quietas, meninas,
assim eu não posso cantar!
Ouço seus leves Murmúrios,
pairam no ar Semelhanças
e as sementes da Inconstância
insistem em germinar.
Folha, Folhas... Parem!
Das copas das árvores desçam
do meu âmago condesçam
com que eu não olvide a Paz.
Verdes de Infância, cresçam
pavimentem meu caminho
levem o Egoismo mesquinho
tal que eu não aprenda a negar.
Estando ao poente douradas,
cubram-me de Inocência,
Folhas, Folhas... Paciência!!
Eu quero aprender a sonhar.
À noite brilhando, argentinas,
façam meu dossel de estrelas
e tragam o meu destino
para que eu o possa moldar.
2 comentários:
Muito bonito, Rá.
Essa eu não conhecia =)
Olá...te encontrei por aqui...rs. Ei, vc quem escreveu esse poema maravilhoso?? Quero um autógrafo já, antes que fique totalmente famosa..rs.
Beijos
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