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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Primavera

(x / 1993)

Aos primeiros gorjeios do sol
acordei;
do sonho tranquilo que vinha
só a tua falta remanesceu;
invasiva, domou meus anseios
de vida corriqueira.
Suspirei.

O céu tão azul de minh'álma
nublou;
nem mesmo as rosas do meu jardim
tiveram ânimo de colorir;
cerrados, meus olhos divisavam
a tua aura.
Chorei.

De repente, o canto das árvores
emudeceu;
lá fora, o cânone de trovões soou
em mau humor uníssono
e a primavera, fugindo da chuva
invadiu meu quarto.
Era você.

1 comentários:

Jo disse...

You always deserve a standing ovation!

Lindo e forte poema!